Ceará registra redução de 43% nos crimes de morte contra pessoas LGBTI+ em 2025 quando comparado ao ano de 2023

25 de fevereiro de 2026 - 16:20 # # # # #

 O dado leva em consideração o ano de 2023, quando foram criadas a Secretaria da Diversidade do Ceará (Sediv) e a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin) da PCCE

O Ceará alcançou uma redução de 43% nos crimes de morte contra pessoas LGBTI+ em 2025 quando comparado ao ano de 2023, consolidando-se como referência nacional em transparência, produção de dados e políticas públicas de proteção para a população LGBTI+. O número reflete um modelo de gestão baseado em informação qualificada, atuação integrada e enfrentamento direto ao apagamento institucional das violências contra essa população. Em 2025 foram registrados 26 CVLIs (Crimes Violentos Letais e Intencionais) contra esse público; no ano de 2024 foram 34; e em 2023 houve 46 registros. Os dados estão disponíveis no Painel Dinâmico de Monitoramento da Violência LGBTFóbica do Ceará.

Os avanços são resultado da atuação articulada da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e da Secretaria da Diversidade do Ceará (Sediv), que adotaram uma metodologia estruturada de identificação e catalogação dos crimes. Nesse contexto, o maior volume de registros de denúncias não representa necessariamente o aumento da violência, mas sim eficiência no combate à subnotificação e fortalecimento da confiança nos canais institucionais de denúncias.

A redução de 43% nos crimes de morte contra pessoas LGBTI+ em 2025 leva em consideração o ano de 2023, quando foram criadas a Secretaria da Diversidade do Ceará (Sediv) e a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin) da PCCE.

Lançamento da Cartilha LGBTFobia, uma parceria Supesp e Sediv, marcou uma das ações de combate ao crime contra comunidade LGBTI+

Desde 2023, com a criação da Secretaria da Diversidade, o estado passou a qualificar os mecanismos de denúncia, aprimorar o registro de identidade de gênero e orientação sexual nos boletins de ocorrência e implementar ações estruturantes em parceria com a SSPDS, como a Portaria nº 0644/2023, que estabelece o tratamento prioritário dos crimes violentos contra a população LGBTI+ como crimes de ódio. Também foram implantados o Observatório dos Crimes por LGBTfobia, o painel dinâmico de monitoramento da homotransfobia e fortalecida a atuação da Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin), compondo um novo paradigma de gestão pública orientado por dados e ação preventiva.

“Os dados mostram que enfrentar a LGBTfobia com seriedade, transparência e políticas públicas integradas salva vidas. A redução de 43% nos assassinatos de pessoas LGBTI+ no Ceará é resultado direto de uma gestão que investe em informação qualificada, articulação institucional e presença nos territórios. Quando o Estado rompe com o apagamento histórico dessas violências, combate à subnotificação e atua de forma preventiva, ele protege quem historicamente foi invisibilizado. Nosso compromisso é seguir transformando dados em cuidado, proteção e cidadania para quem mais precisa”, afirma Mitchelle Meira.

Ao integrar ações de cidadania, proteção e promoção de direitos — que envolvem desde a capacitação de agentes públicos até programas de empregabilidade e articulação federativa — o Ceará consolida um modelo de gestão pública que transforma dados em ações e prevenção. Os resultados já podem ser mensurados e reafirmam que visibilidade, investimento institucional e políticas públicas integradas salvam vidas. Quando a gestão é comprometida com a população LGBTI+ e seus anseios, o futuro é mais justo.

Fonte: Secretaria da Diversidade do Ceará (Sediv)