Supesp investe em tecnologia e inteligência para promover a segurança pública

10 de junho de 2021 - 10:07 # # #

Quando se fala de combate e prevenção à criminalidade, em todo o mundo, busca-se o entendimento de que o principal aliado das forças policiais, da investigação, do aparato da segurança pública é a inteligência e a tecnologia. Com esse foco, a mais nova vinculada da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Superintendência de Pesquisa e Estratégia da Segurança Pública (Supesp) vem apresentado resultados importantes em pouco tempo de funcionamento.

Criada pela Lei 16.562 de 22 de maio de 2018, compete à Supesp produzir, analisar e disponibilizar estatísticas e informações relacionadas à Segurança Pública do Estado, realizar estudos para subsidiar a elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de prevenção à violência e contribuir na formulação de estratégias para a SSPDS e para o Pacto por um Ceará Pacífico. Com apenas três anos de existência, o órgão já conseguiu destaque nacional e mesmo internacional com o alcance da premiação pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na área de gestão pública.

O Sigo – Sistema de Georeferenciamento Operacional – premiado em terceiro lugar entre concorrentes de vários países no VI Prêmio Anual Gestion para Resultados en el Desarrollo 2020, já está em pleno funcionamento e é operacionalizado pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops/foto abaixo). Através de aplicativo via satélite, o atendimento de uma ocorrência é realizado e monitorado por um profissional do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) que, da Ciops, indica qual o quartel mais próximo daquele sinistro, o melhor trajeto e onde estão localizados os hidrantes para abastecimento das viaturas. “Há anos, a localização desses hidrantes era feita a partir da memória e da experiência do bombeiro. Agora, tiramos essa dependência e limitação humanas e usamos a tecnologia para alcançar mais eficácia e resultados no serviço à população cearense”, explica o idealizador do sistema e assessor da Diretoria de Estratégia de Segurança Pública (Diesp) da Supesp, tenente-coronel BM Ricardo Catanho, que criou o sistema em parceria com o geógrafo Flávio Moreira, também pesquisador da Diesp/Supesp.

Tecnologia aplicada à segurança

Para o superintendente da Supesp, Dr Helano Matos, a segurança pública em todo o mundo, cada vez mais, constata que o uso de inovação e tecnologias disruptivas com uso de inteligência artificial, ciência de dados e geoprocessamento aplicadas é fundamental para obter bons resultados. “Vimos recentemente que mais de 800 pessoas foram presas em todo o mundo depois de serem induzidos a usar um aplicativo espião de mensagens criptografadas do FBI (polícia federal dos EUA). Aqui no Ceará, caminhamos em paralelo desse nível de excelência em nosso trabalho com nossas unidades finalísticas da Supesp: Diretoria de Estratégia de Segurança Pública (Diesp), Diretoria de Pesquisa e Avaliação de Políticas de Segurança Pública (Dipsa) e Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp), com o uso de tecnologias como o Big Data Cerebrum, o Status (Sistema Tecnológico para Acompanhamento de Unidades de Segurança e o Sistema Analítico Status e o Sistema de Videomonitoramento Inteligente Agilis”, explica Dr Helano.

CVLI

Complementando, o superintendente esclarece que a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Ceará é fruto também da criação e desempenho de novas tecnologias que são direcionadas pelas estratégias da Supesp. “Quero destacar duas delas. A primeira é o Agilis, que é a tecnologia inteligente de monitoramento de veículos automotores usado em tempo real e também offline nas investigações criminais. A segunda é o Sistema Status, que é destinado aos tomadores de decisões das forças policiais. O Status é um sistema analítico baseado em inteligência artificial, ciência de dados, estatística espacial e geoprocessamento. Esse sistema cria a mancha criminal, os ‘hotspot’ que são os microterritórios onde há maior incidência de tipos específicos de crimes. Dessa forma, os gestores das polícias podem empregar seus recursos humanos e materiais no dia certo, no local certo e na hora certa”, destacou.